(Major-General Carlos Branco, in Diário de Notícias, 18/06/2025)

São várias as respostas possíveis a esta pergunta, umas enunciadas de modo claro, outras nem por isso. Israel identificou como objetivos do seu ataque a destruição do programa nuclear iraniano, provocar uma mudança de regime em Teerão e anular a capacidade balística iraniana. Não enunciados, estão a manutenção de Netanyahu no poder, a sabotagem das negociações de paz agendadas para 15 de junho, em Omã, dois dias depois de iniciarem os ataques, e criar condições para os EUA se envolverem diretamente em operações ofensivas contra Teerão, ao lado de Israel.
Até ao momento, Israel não atingiu nenhum dos objetivos que se tinha proposto atingir. Após a euforia inicial, o Irão recompôs-se e está a dar luta. Começa a ficar claro que, apesar da excelência israelita em inteligência, Telavive avaliou erradamente as capacidades balísticas iranianas. A retaliação iraniana foi mais poderosa do que o previsto e esperado.
Os objetivos explícitos
O argumento da iminente arma nuclear que o Irão está prestes a conseguir, para atacar preventivamente o Irão, repetido ad nauseam há quatro décadas, é aparentemente falso como foi o utilizado para atacar o Iraque, em 2003. A 25 de março de 2025, na apresentação da “2025 Annual Threat Assessment of the U.S. Intelligence Community”, os serviços secretos americanos consideraram “que o Irão não está a construir uma arma nuclear e que, desde 2003, o Líder Supremo Khamenei não autoriza o programa de armamento”, não tendo revogado a sua fatwa alegando motivos de natureza religiosa. Ao que se acrescenta, a parceria estratégica celebrada entre a Rússia e o Irão que considera como incontornável a escrupulosa obediência de Teerão aos termos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT).
O Irão tem sido o país mais escrutinado pela Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), ao contrário de Israel que continua a não admitir oficialmente que possui armas nucleares, não cumprindo o disposto na Resolução do Conselho de Segurança da ONU (UNSCR 487/81), que “solicita a Israel a urgente colocação das suas instalações nucleares sob a salvaguarda da (IAEA)”, algo que nunca fez, impedindo a verificação do seu armamento nuclear, para além de nunca ter aderido ao Tratado de não-Proliferação de Armas Nucleares. Não deixa de ser insólito, um país que possui armas nucleares atacar um país que declara pretender desenvolver um programa nuclear para fins civis, sem apresentar provas do contrário.
O ataque seguiu-se a uma resolução votada pelo Conselho de Governadores da AIEA na véspera (12 de junho), aprovada por 19 votos a favor, 3 contra e 11 abstenções em que, no fundamental, os inspetores afirmavam não ter conseguido determinar se o programa nuclear do Irão era exclusivamente pacífico. Embora a maioria dos governadores tenha votado a aprovação dos votos, não se pode deixar de notar uma dispersão significativa da votação, o que não deixa de ser revelador das dúvidas existentes.
A isto acrescenta-se o facto de a Força Aérea israelita não dispor de meios para atingir as instalações nucleares subterrâneas do Irão. Pode afetá-las, mas não destruí-las. Não dispõe no seu arsenal das bombas de penetração necessárias para o fazer. Apenas os EUA as têm. Necessita para tal da ajuda norte-americana com as bombas que podem penetrar e atingir a profundidade requerida. Assim se compreende que Gila Gamliel, membro do Conselho de Ministros israelita tenha exigido “categoricamente que os Estados Unidos se juntassem à guerra contra o Irão”.
A insistência de Israel na questão nuclear assemelha-se em tudo ao pretexto da posse de armas de destruição em massa, por parte de Sadam Hussein, para justificar intervenção militar norte-americana e a mudança de regime pela força no Iraque.
Com o intuito de provocar uma revolta interna que levasse a uma mudança de regime, logo nas primeiras horas do ataque foram assassinadas as chefias militares de topo e outras entidades importantes, nomeadamente cientistas ligados ao programa nuclear, bem como executados ataques ao aparelho económico e industrial iraniano, para o que contou com a ajuda de uma rede de infiltrados construída ao longo dos anos. Uma parte significativa dos ataques israelitas foi realizada com a ajuda de agentes internos, sabotadores e agentes da Mossad no Irão.
Para dificultar a atuação desses grupos, nomeadamente o guiamento de drones, Teerão cancelou o funcionamento da internet, mas Elon Musk ativou o StarLink sobre o Irão, exatamente no dia 13 de junho, quando começou o ataque israelita, de modo a permitir a atuação destes grupos. A isto, juntam-se as ameaças de morte a Khamenei proferidas reiteradamente por Netanyahu.
O plano consistia em atacar a capital iraniana e encorajar os habitantes a abandoná-la, com o objetivo de pressionar o Governo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram declarações afirmando que “Teerão será tratado como Beirute”. Para levar o plano para a frente, Hossein Yazdanpanah, líder do Partido da Liberdade Curda no Iraque, a partir da cidade iraquiana de Erbil, declarou a sua disponibilidade para participar num ataque à República Islâmica.
Por outro lado, Reza Pahlavi, o filho do monarca deposto em 1979, veio apelar à revolta popular: “a República Islâmica acabou e está a cair, a entrar em colapso. O que começou é irreversível. O futuro é radioso e juntos navegaremos por esta reviravolta na história. Agora é a altura de nos erguermos; a hora de reconquistar o Irão. Que eu possa estar convosco em breve,” colocando-se na linha da frente para assumir o controlo do futuro regime. Dificilmente, o regresso ao regime da monarquia Pahlavi seria bem recebido e galvanizador de uma revolta popular, por ser percebido como um peão de Israel.
São várias as vozes em Telavive que subscrevem o que referi sobre os recursos limitados do país para concretizar as ambições megalómanas a que se propôs. Por exemplo, o Conselheiro Nacional de Segurança de Israel, Tzachi Hanegbi, alertou para o facto do Irão ainda possuir “milhares de mísseis balísticos”, um número muito superior aos 1.500 a 2.000 anteriormente estimados pelos analistas militares. Segundo ele, “esta não é uma batalha que, a longo prazo, será capaz de pôr fim à ameaça iraniana”. Numa entrevista ao Canal 12 de Israel, Hanegbi admitiu que os ataques israelitas por si só não conseguem eliminar o programa nuclear iraniano. Em vez disso, dever-se-ia pressionar militarmente o Irão para o desmantelar voluntariamente. Quando questionado sobre se Israel pretende destruir o programa nuclear iraniano, Hanegbi respondeu dizendo “Isso não é possível. Não pode ser feito por meios cinéticos”.
O facto de Israel saber que não tinha meios suficientes para tal leva-nos a crer que o objetivo principal da operação israelita é a mudança de regime no Irão, algo profundamente desejado pelo lobby neocon/liberal norte-americano e dos seus aliados europeus, a cavalo do pretexto das armas nucleares, tal e qual como no Iraque em 2003. Por isso, a lista de alvos incluía instalações ligadas ao tecido económico, centrais energéticas, media, etc. fazendo parte de uma operação de mudança de regime e não de “desarmamento”. Em documentos políticos americanos é admitido que o objetivo foi sempre a mudança de regime e que o programa iraniano, mesmo que produzisse armas nucleares, não era uma ameaça real. É sempre conveniente relembrar a entrevista do general Wesley Clark sobre o plano de norte-americano de atacar sete países em cinco anos (Iraque, Síria, Líbia, Somália, Líbano, Irão e Sudão).
Os objetivos não explícitos
O momento do ataque entronca-se com dois acontecimentos relevantes: o dia em que o Knesset iria votar a demissão do governo, colocando Netanyahu numa situação política extremamente difícil; e ter ocorrido 48 horas antes de mais uma ronda negocial entre iranianos e norte-americanos, a realizar em Omã.
O ataque no dia 13 de junho inviabilizou a votação no Knesset permitindo a Netanyahu manter-se no poder. Já no que respeita à sabotagem das negociações, a trama é mais complexa. Os norte-americanos sabiam do ataque israelita e não fizeram nada para o impedir, pois interessava a ambas as partes. Netanyahu via assim legitimada a sua continuidade no poder, Trump esperava tornar o ataque israelita num exercício de “diplomacia coerciva”. Após o ataque israelita, Teerão ficaria “amaciado” e pronto para aceitar o que os EUA lhe pusessem em cima da mesa. Mas não foi isso que aconteceu.
Entretanto, a pressão sobre Teerão continuou. Como disse um dirigente iraniano, vamos agora ter de combater contra uma coligação. Os aviões de reabastecimento aéreo norte-americanos deslocam-se para o Médio Oriente, os bombardeiros estratégicos estacionaram em Diego Garcia e dois porta-aviões dirigem-se para a região. Trump confia que não tendo o ataque israelita dobrado Teerão serão agora as suas poderosas armas a fazê-lo. Os bombardeiros estacionados em Diego Garcia estão preparados para lançarem a famigerada GBU-43/B MOAB (mãe de todas as bombas) para resolver de uma vez para sempre o irritante nuclear iraniano.
Mas não é isto que Netanyahu, alinhado com os neocon americanos, pretende. O fim do programa nuclear iraniano sabe-lhes a pouco. O que eles querem mesmo é uma mudança de regime e Trump não é o seu homem. Os falcões de guerra estão a dar tudo por tudo para quebrar com a oposição de Trump a guerras desnecessárias sem fim e abandonar a abordagem mais transacional, “America First”, na sua política externa.
O poder que aquele grupo detém esteve patente quando conseguiu excluir a Diretora Nacional de intelligence Tulsi Gabbard da reunião do Conselho Nacional de Segurança, onde se iria discutir o ataque norte-americano ao Irão. Ficaria assim mais fácil encurralar Trump, cujo pensamento não passa por uma política externa de mudança de regime. Ele sabe que uma intervenção militar norte-americana não só vai hostilizar os países muçulmanos da região e comprometer o seu plano de paz para o Médio Oriente, como também saberá que os conflitos Irão/Israel e Ucrânia/Rússia podem dividir a direita e o movimento MAGA, sabotar a sua presidência e ter repercussões na sua agenda de política interna, objetivo abraçado por determinados segmentos do establishment político norte-americano.
Entretanto, a AIEA não condenou o bombardeamento israelita às instalações nucleares iranianas, e as entidades europeias apoiaram a ação de Israel, fazendo hipocritamente tábua rasa do Direito Internacional. Afinal, para Bruxelas, a ação “preventiva” israelita justifica-se plenamente (Israel tem o direito a defender-se), enquanto a ação preemptiva russa no Donbass é completamente inaceitável. Entretanto, o presidente do Conselho Europeu António Costa dá camisolas do Ronaldo a Donald Trump.
Está ainda por perceber com detalhe qual será a reação da China e da Rússia, para além da condenação da ação israelita. A China estará a apoiar Teerão com equipamento militar, enquanto a Rússia veio lembrar que considera o Irão debaixo do seu chapéu nuclear. Depois da capacidade única de sobrevivência revelada pelo regime iraniano, interrogamo-nos sobre o que haverá de novo nesta aventura em que Israel se meteu que possa reverter a anti fragilidade do regime iraniano.
Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

A MERECER DESTAQUE NO «ESTÁTUA DE SAL»!
https://paginaum.pt/2025/06/19/irao-ou-como-a-impressora-de-notas-norte-americana-tudo-arrasa
Obrigado, amigo Zé Povinho. A gente até sabe como a coisa funciona, mas assim, ao vivo e a cores, exaustivamente documentado, até dá um arrepio na espinha!
Já agora religião também não tenho nenhuma mas neste momento com o que nos estamos a haver é com uma religião que diz que os seus fiéis teem direito a terra de outros e a mata los para a ter.
Segundo o seu mito fundador foi mesmo matando sem do nem piedade que se instalaram há milhares de anos na mesma terra onde hoje matam a torto e a direito.
Ler o Antigo Testamento da volta as tripas e foi essa leitura que me fez descrer de Deus ainda não tinha anos como tenho unhas das mãos. E impossível crer num ente divino que mande fazer atrocidades daquelas.
Já alguém se perguntou porque e que o judaísmo e a única religião “do livro” que não opta pelo proselitismo?
Pois, e que para ser eleito de Deus e preciso ter a raça certa.
Esta lá escrito com as letras todas.
Já tinha feito um mea culpa sobre a história do hospital mas se calhar não viste, tudo bem.
Depois das atrocidades cometidas por Israel também contra o Irão, depois das intenções de mais atrocidades anunciadas no dia anterior e não so pelos sionistas era normal que alguém pensasse que o Irão podia ter perdido a paciência.
Mostrando a quem até já tinha ameaçado reduzir a cinzas a sua capital, instando a população a evacuar, que também podia destruir e matar sem piedade.
Foi um erro e rectratei me mas nem por isso me viste escrever que afinal de contas Israel tinha o direito a defender se assassinando iranianos ou coisa parecida.
Por isso deixa lá o que eu engoli porque num mundo de desinformação quem nunca engoliu uma arara que atire a primeira pedra.
Por mim vou continuar a dizer que a religião judaica se põe mais a jeito que outras para parir um monstro como o sionismo.
Porque e uma religião que diz que os seus crentes e a sua raça são eleitos de Deus logo superiores a todos os outros.
E que acreditam que aquela terra lhes foi dada por Deus e isso lhes dá o direito de os matar a torto e a direito e teem feito justamente isso.
Também já tenho referido que há gente decente e capaz de ultrapassar essas trevas. Não chegam e para evitar as atrocidade cometidas pelo sionismo. Que e um filho do judaísmo e não de qualquer outra religião, gostemos ou não. Que copia os métodos do nazismo.
Mas quando tiveres tempo lê o antigo testamento e aquilo que e dito aos fiéis que devem fazer aos gentios, aquilo que segundo o seu mito fundador foi mesmo feito e talvez percebas o que quero dizer.
Que não sou só eu que digo. Ha um texto muito bom do João Goulão sobre a crueldade bíblica aplicada pelos sionistas com as armas do nosso Século.
De resto agradeço por desta vez não teres posto em causa a minha sobriedade ou a razão pela qual pratico exercício físico.
Whale, para que fique claro: o facto de subscrever o que de correcto aqui dizes não invalida que contigo tenha também divergências profundas, pelo que posso garantir que não te livrarás de críticas quando me parecer que estás a asneirar, e mais ainda quando as asneiras contaminarem e infectarem perniciosamente as posições correctas. Não espero, em relação a mim, tratamento diferente.
Por exemplo, sobre o hospital ontem alegadamente atingido por um míssil iraniano, num ataque que os nazionistas garantiram imediatamente ter sido deliberado, engoliste a vigarice com anzol, chumbada, linha e cana, enquanto eu não acreditei nela por um segundo. O guião é igualzinho ao usado na Sérvia, Síria, Líbia, Ucrânia, etc., e custa-me a entender que ainda haja quem o engula. As hipóteses que imediatamente me ocorreram foram:
1 — O alvo seria uma instalação com valor militar na vizinhança, essa sim atingida por um míssil iraniano, e os estragos no hospital resultariam da onda de choque e da projecção de destroços do local atingido.
2 — Os danos no hospital resultariam da queda de destroços de um míssil iraniano interceptado pela antiaérea israelita ou do próprio míssil interceptor.
As imagens do hospital reforçaram essa convicção: vidros partidos, caixilharia de portas e janelas arrancada, parte de um telhado destruída, etc. Nada que se pareça com o impacto directo de um míssil, que tem um resultado incomparavelmente mais devastador. Além disso, sei, e também devias saber, que, por questões de princípio, sejam elas religiosas, morais, de simples cálculo político ou todas as anteriores ao mesmo tempo, o Irão NUNCA atingiria deliberadamente um hospital. Ainda por cima, aplaudiste sem reservas o que, a fazer fé na palavra dos nazionistas, seria, obviamente, um crime de guerra, tão condenável como as dezenas de ataques nazionistas aos hospitais de Gaza. Palavras tuas:
“Esta noite o Irão lançou um ataque à israelita, massivo, indiscriminado e que incluiu a redução a ruínas do maior hospital de Israel.
E isto é mais uma prova da psicopatia desta gente. É preciso que o inimigo mostre capacidade para cometer crimes cruéis e que os cometa mesmo para que esta cambada de energúmenos ache que é preciso negociar.”
Ou seja, não só subscreveste sem hesitar a propaganda mentirosa do agressor como achaste perfeitamente natural e justificável que o agredido mostrasse “capacidade para cometer crimes cruéis e que os cometesse mesmo” (sic), lançando um ataque maciço e indiscriminado que, nas tuas palavras, “reduziu a ruínas um hospital” (sic). O mea culpa que fizeste depois não anula o que pensaste e declaraste antes. Mostras assim não entender o fosso moral profundo que separa um país que tenta reger-se por princípios de uma quadrilha de psicopatas assassinos, armada até aos dentes, que todos os dias se ultrapassa a si própria na invenção de novas barbaridades. Para que fique claro, o modelo de sociedade teocrática do Irão é incompatível com o ateu ferozmente agarrado à sua liberdade individual que sou. O que não impede que lhes reconheça coerência na fidelidade a princípios, mesmo que definidos por parâmetros religiosos com os quais nada tenho a ver.
Já agora, se não fosses tão apressado a botar opinião e olhasses para as imagens do hospital com olhos de ver, 30 segundos bastariam para perceber que os estragos foram menores e o bendito hospital não ficou reduzido “a ruínas” (sic) a ponta de um corno. E terias igualmente ficado a saber que não se tratava “do maior hospital de Israel”, como com ligeireza o classificaste, mas sim, ‘apenas’, do hospital mais importante da região.
Do que escreveste parece também inferir-se que o alegado ataque “deliberado” ao hospital teria levado os nazionistas a achar “que é preciso negociar”. Não sei aonde foste buscar ideia tão estapafúrdia, mas é pura criatividade, nada tem a ver com a realidade.
Outra divergência profunda:
“Mas é esta a diferença entre uma religião que afirma obedecer a um Deus misericordioso e clemente e um culto de morte supremacista e messiânico.”
É uma tecla em que bates constantemente, várias vezes por dia, a da religião judaica como explicação de todos os crimes cometidos pelo supremacismo racista e colonialista do nazionismo, uma gente “que vive há quatro mil anos atrás”, como te fartas de repetir. Ora acontece que o Velho Testamento em que fossilizaram os nazionistas é apenas um pretexto, um álibi, uma cortina de fumo que encobre um projecto colonialista, de roubo, ocupação e conquista, limpeza étnica e genocídio. O sionismo não passa, na prática, de um projecto imobiliário que expropria arbitrariamente os proprietários das terras a urbanizar, sem sequer os indemnizar, assassinando-os sem hesitação à mínima dificuldade para os expulsar. A religião é apenas cobertura. Mas o judaísmo pariu também Karl Marx, Noam Chomsky, Ilan Pappé, Shlomo Sand, Medea Benjamin, Miko Peled e milhares de judeus no mundo inteiro, crentes ou laicos, passados ou presentes, que honram a humanidade. Pariu até mesmo Jesus Cristo.
O cristianismo também produziu e produz muita gente boa. Mas pariu e continua a parir merda até dizer chega, da Inquisição ao Ku Klux Klan, dos cristãos sionistas da Amérdica ao 4° pastorinho André Ventura e seus jagunços de terceira. E o Velho Testamento é tão dos judeus como dos cristãos, é impossível que não o saibas.
Quanto ao Deus do Alcorão, é misericordioso e clemente quando acorda bem-disposto. Se desperta com os pés no travesseiro ou a ressacar, raios e coriscos são serventia da casa! O Islão produziu um Saladino, homem de grande tolerância para com gente de outras fés. Mas pariu também wahabitas, talibãs e os cortadores de cabeças do Estado Islâmico e da Al Qaeda. Não é à toa que judaísmo, cristianismo e islamismo são considerados “as religiões do Livro”, sendo esse Livro o mesmo para todos eles: a Bíblia. Abraão, entre muitos outros, é reverenciado tanto por judeus como por cristãos e muçulmanos e o próprio Jesus Cristo é considerado, pelos discípulos de Maomé, como “um dos profetas”. Sabe-se, aliás, que o próprio Maomé estava familiarizado com as “histórias” reduzidas a escrito na Bíblia, algumas das quais reproduziu, recicladas, no Alcorão.
Homens e mulheres de boa vontade, de todas as cores, religiões e sem religião, uni-vos e expulsai os vendilhões, os glutões e todos os cabrões! Sejamos homens e mulheres primeiro, judeus, muçulmanos, cristãos, budistas, hinduístas ou ateus depois!
A religião já não é o ópio do povo, como preconizava Karl Marx? Passaram a ser as televisões, que o mesmo nunca terá adivinhado poderem vir a surgir? 🙄
Israel não é uma nação independente. Não e para isso que foi criada.
Salvo algumas exceções de gente decente que rapidamente se “converteu” a necessidade de matar ou expulsar quem lá vivia para se instalarem as pessoas lá colocadas eram a fina flor do racismo e do supremacismo de raiz judaica, a ideologia da nação escolhida com uma terra que lhes teria sido dada pelo próprio Deus o que lhes dava o direito de matar ou expulsar quem lá vivia.
Essa ideologia nefasta era nada mais nada menos que o sionismo.
E os sionistas foram la colocados justamente para que, por conta do Ocidente que na sequência de seus anos de guerra fraticida na Europa por conta de outra ideologia nefasta, o nazismo, tinha sido obrigado a descolonizar, continuassem a assegurar que em termos de controle dos recursos do Médio Oriente tudo continuava como dantes.
E onde Israel não fosse suficiente pontuavam operações diretas como a infame Operação Ajax que destituiu um primeiro ministro laico do Irão e entregou um povo a um doente mental.
Na criação de Israel contaram com a cumplicidade da União Soviética que na altura também estava demasiado “entretida” a tentar curar as feridas da destruição em massa infligida pelo nazismo.
E a realidade e que, com o movimento de simpatia criado em torno dos crimes de Hitler um país que se opusesse a criação de uma terra para um povo tão perseguido seria vilipendiado e desacreditado perante o mundo.
Era impossível impedir a criação daquele verdadeiro cancro, que rapidamente foi armado até aos dentes pelo único país cuja indústria belica não tinha sido beliscada pela guerra e os paises árabes saidos de processos de descolonização e com as economias devastadas e as populações traumatizadas por séculos de ocupação cruel nada podiam fazer.
Os terroristas israelitas rapidamente correram com os ingleses o que não impediu Inglaterra de sempre apoiar Israel.
Assessorado por o melhor que o Ocidente tem em termos de armas e estrategistas militares, com gente de perfidia e habituada a hipocrisia e a perfídia diabólica Israel rapidamente cresceu, assegurando a desestabilização e o controle dos ricos recursos do Médio Oriente.
Os crimes começaram com a primeira nakba e continuaram cada vez mais hediondos a medida que era dada uma impunidade cada vez maior a esta colonia.
Provavelmente nunca houve uma nação com daí pouco tempo de existência e com tanta pouca população que tivesse cometido tantos crimes.
Israel e um estado criminoso, terrorista mas sempre foi protegido pelo Ocidente. E utilizado por ele para fazer o seu trabalho sujo como bem disse agora o chanceler alemão. Fugiu lhe a boca para a verdade.
E até em termos psicológicos o Ocidente tratou de assegurar o bem estar da sua diabólica criação.
Sendo eles desprezados na zona geográfica que ocupam, não houve maneira de lhes dar um bocadinho na Europa, participam nas competições desportivas europeias e na Eurovisão.
No último ano ultras de claques israelitas teem provocado distúrbios e agredido cidadãos de origem árabe em cidades europeias sem que ninguém se indigne. Quando levam no focinho quem se defende e acusado de agressão antissemita.
A presente agressão ao Irão e outra fase deste processo de controle de recursos. A Europa precisa desesperadamente de nova fonte de energia barata depois de ter queimado todas as pontas com a Rússia.
Uma mudança de regime no Irão depois de operações de destruição massiva por conta do sionismo seria o ideal.
Essa e a verdadeira razão desta agressão e mais uma vez Israel age como agente do Ocidente ao contrário da conversa para pategos de que e Israel que arrasta o Ocidente, nomeadamente os Estados Unidos, para a guerra com o Irão.
Netanyahu e um assassino nato, rodeado de uma camarilha homicida e com um povo que, salvo raras exceções, e homicida.
Mas e apenas um titere do Ocidente e agiu por encomenda. Com todo o prazer mas por encomenda.
Não está descontrolado, ao contrário do que se diz por aí.
Os Estados Unidos teem interesse numa Europa submissa mas que ainda tenha dinheiro para lhes engordar a indústria armamentista.
Isso só se consegue com energia barata e por isso mais uma vez os assassinos plantados no Médio Oriente foram acionados.
O resto e conversa para pategos. Muito mais do que Israel, quem tem objectivos em atacar o Irão, e quem neles manda.
Como sempre foi desde a criação do estado nazionista.
Israel nunca faria o que faz sem o ámen do Ocidente.
Não e um estado independente, e um estado jagunço que na realidade não tem objectivos próprios.
E vao chamar antissemita ao Diabo que os carregue.
Toda a análise está errada se partir do princípio que “israel” é uma entidade independente.
Não, é uma colónia. Ou melhor, é uma parte de uma entidade maior chamada USrael.
Ou, como os próprios porcos imperialistas e sionistas USAmericanos costumam dizer, “israel” é a sua maior base militar no Mundo, o seu pé fincado no Médio Oriente, ou o seu “porta aviões impossível de afundar”.
Se se faz alguma análise sobre isto sem se perceber que “israel” não é uma entidade autónoma e sem se perceber que Netanyahu é apenas um de muitos agentes genocidas do imperialismo e sionismo (onde se incluem IGUALMENTE Trump e Biden, ou Boris e Starmer, ou Macron, ou Scholz e Merz, só para nomear alguns), então essa análise é feita com base numa percepção errada da realidade.
Uma percepção, aliás, que é esculpida erradamente de forma propositada pelas PRESStitutas das Fake News ocidentais.
O que se passa em TODOS os locais do mundo onde porcos imperialistas/colonialistas ocidentais colocam os seus focinhos etno-fascistas e supremacistas, desee há muitas décadas, nada tem de diferente do que se passa Gaza.
Uma colonização ilegal da Palestina com a invenção de uma coisa chamada “israel”, os bombardeamentos aos Houthis no Iémen, a destruição da Líbia e da Sérvia, o apoio a nazis da Ucrânia e a guerra proxy contra a Rússia, a invasão de Iraque com extermínio de 1 milhão de humanos, o Churchill a cometer genocídio de 3 milhões no Bangladesh, a invasao6do Afeganistão para “combater” os mesmos Talibã que o ocidente apoiou e armou contra o governo soviético LEGÍTIMO, a destruição no Líbano, o apoio a terroristas da al-Qaeda na Síria (agora no governo e desavergonhadamente apoiados por toda a NATO), as armas químicas usadas contra humanos no Vietname, Laos e Camboja, a invasão de Cuba, as ameaças e sanções para provocar a fome a Venezuela, a mais recente agressão a centrais de electricidade nucleares no Irão, as tentativas de golpe violento na Bolívia e Geórgia e Moçambique, etc, a ameaça de guerra contra os três países anti-colonialistas do Sahel, e a preparação da guerra proxy em Taiwan contra a China.
Tudo isto (e não só) está ligado, tudo isto é maldade made in USA/UK e executada e financiada também pelos seus cães na NATO/UE e pelos seus porcos colonizadores “israelitas”.
Tudo isto viola a Carta da ONU, os DIREITOS HUMANOS, e a tudo isto as PRESStitutas ocidentais da MainStreamMedia, todas corrompidas pela NED, USAID e companhia, chamam de “defesa”, “liberdade”, “democracia”, “centro moderado”, e “valores” ou “direiros humanos”.
De cada vez que alguém vota na Europa nos partidos que glorificam o ditador nazi Zelensky, o ditador genocida Netanyahu, os ditadores na UE, ou o imperador na Casa Branca (seja ele um Trump, Biden, Obama, Bush, Kamala, ou Clinton), o vosso voto está manchado, encharcado, de sangue de seres humanos inocentes.
De cada vez que compramos produtos (carros, computadores, telemóveis, software, hambúrguers, certas marcas de refrigerantes, etc), estamos a financiar esta máquina de guerra e GENOCÍDIO imperial baseada em etno-fascismo.
A culpa é nossa. O 25-Abril está morto, o Ocidente está podre, e nós estamos na praia, no festival, no futebol, ou no sofá, a olhar apenas para o nosso umbigo.
Comigo não contam mais. Só volto a votar depois da revolução para repor a democracia, a verdade, a soberania, e a decência.
E, sempre que puder, vou roubar produtos (ex: pirataria) e fugir aos impostos que financiam estes crimes todos do nosso regime (da “nossa” oligarquia).
Não existe “guerra israel – Hamas” nem existem “reféns”.
Existe GENOCÍDIO dos ocidentais sionistas (colonizadores) contra todos os povos no Médio Oriente que nos façam frente. E os “reféns” nada mais são do que invasores e colonizadores ilegais que o Hamas LEGITIMAMENTE capturou.
Não há ameaça nenhuma à Europa e muito menos a Portugal vinda do Hezbolah, do Ansar Allah, do Irão, da Venezuela, de Cuba, da Sérvia, da Rússia, da China, e nem sequer da Coreia do Norte (já agora, o ÚNICO destes países que é uma ditadura COMPARÁVEL ao ocidente).
Mas a decisão para aumentar o défice, e depois aumentar os impostos e cortar ainda mais nos serviços públicos, já está tomada. A oligarquia GENOCIDA da NATO precisa de 5% do nosso PIB anual para continuar a garantir o seu lucro.
E no meio desta estupidez toda, o cúmulo é o povinho estar tão descontente (mas impossibilitado de saber realmente porquê) que está a ir em todo o Ocidente para a Extrema-Direita (que é só pouco mais extremista que os pró-nazis e pró-terroristas do “centro moderado”, é preciso dizer), uma extrema demagógica que incha nas intenções de voto à custa da ignorância do povo que acredita nas suas falsas promessas.
Mas na realidade, seja Chega ou VOX ou AfD ou Le Pen ou Meloni ou Zelensky ou Netanyahu ou Trump (do lado nacionalista) ou seja Costa/Montenegro ou Sanchez ou Sxholz/Merz ou Macron ou Draghi ou Biden/Kamala, etc, nada disso interessa.
Todos são NeoLiberais na economia (i.e
fascistas ou anti-trabalhadores) e todos são ou imperialistas convictos ou vassalos corruptos desse imperialismo GENOCIDA.
Portanto a pergunta não é “o que pretende israel com o ataque ao Irão”.
A pergunta certa é: o que pretende o DeepState do império anglo-americano com esta guerra de agressão por procuração contra o povo do Irão.
E a resposta assim fica mais simples:
* quer uma mudança de regime, com a substituição dos representantes do povo pelos vassalos corruptos do Ocidente, para controlar mais um país no Mundo;
* quer acesso barato às reservas naturais (petróleo, gás, etc) do Irão;
* quer mais um regime aliado da colonização da Palestina por parte de uma entidade ILEGÍTIMA chamada “israel”;
* e quer de uma só golpada atingir os dois gigantes dos BRICS+ e do Mundo Multipolar: a Rússia fica sem o INSTC (International North-South Transport Corridor) e fica mais isolada da parte Sul da Ásia, e a China fica sem a rota terrestre do RBI (Road & Belt Initiative) e fica mais isolada em relação à Europa e Médio Oriente.
No meio destes planks imperiais genocidas dos EUA, ou melhor da entidade USrael, a parte chamasa “israel” simplesmente serve de ponta de lança da agressão, permitindo ao regime pai manter uma ambiguidade geoestratégica, e fazer de conta que nada tem a ver com os mísseis (made in USA) usados para atacar (com luz verde de Washington) todas as infraestruturas militares E CIVIS do Irão e arredores.
Depois, as bases destes porcos imperialistas no Iraque ocupado, Síria ocupada, Jordânia vassala, e não só, são usadas para intercetar os CONTRA-ataques do Irão, i.e. impedir na prática a LEGÍTIMA DEFESA do país agredido.
De forma anedótica (mas verdadeira), isto é como se o USrael fosse uma dupla de boxers num ringue, em que “israel” dá os murros e onde os EUA bloqueiam os golpes do adversário, numa efectiva divisão de tarefas, enquanto que o árbitro só permite ao outro boxer, o Irão, dar golpes no “israel” mas não lhe permite dar qualquer golpe nos EUA.
É isto mesmo de que se trata uma agressão imperial feita via proxies.
É assim aqui, é assim na Ucrânia nazi, e será assim também em Taiwan.
A única diferença, até ver, é o estatuto de cada proxy. Enquanto “israel” é uma espécie de irmão gémeo, e os AUKUS são irmãos normais, a restante Europa/NATO é só prima, e os ucranianos (e os georgianos e por pouco os bielorussos) não são sequer enteados.
Ou seja, uns são mais sacrificáveis do que outros, mas no final, seja com Trump ou Obama no cargo de imperador GENOCIDA, o lema dos lemas é só um (ainda que verbalizado de formas diferentes, só para distrair): “America First” (Trump, 2017), ou “God Bless America” (and no one else), ou “the one indispensable nation” (Obama, 2013), ou “the American exceptionalism”.
E tudo isto começou logo no “Manifest Destiny” (1840s), basicamente chamar “terra prometida por Deus” à América do Norte que foi colonizada à base de guerra e GENOCÍDIO.
Conclusão: enquanto os EUA existirem, isto (imperialismo etno-fascista genocida) não vai mudar.
Alguém está a antecipar isso para breve? Eu não estou.
Portanto na melhor das hipóteses pode haver uma vitória geoestratégica do bloco Rússia+China que, aliada a uma des-dolarização q.b., faça os EUA recuarem para serem “só” os donos da sua parte do planeta.
Mas nesse caso significa a continuação desta opressão criminosa contra a Europa, Américas, Austrália e Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul, e arredores de “israel” durante as próximas décadas, quiçá para lá de mais um século.
Mas, lá diz o ditado, old habits die hard, ou seja, é provável que mesmo nessa melhor das hipóteses, a agressão imperial via interferência, propaganda e golpes, continue nos países que serão fronteira entre esses dois blocos Mundiais.